Aqui sozinha sentada
Na sombra da tarde quente
Penso que não há mais nada
Que aquilo que está presente.
Nada mais que o entardecer
Nada me parece urgente
Nada, preciso só ver
E respiro a luz poente
Vivo deste quase nada
Da lua no quarto crescente
Da memória dissecada...
Teresa Salgueiro



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